Eduque seu filho para que ele não seja um hater (nem internet nem na vida)

Quem nunca observou um comentário extremamente maldoso na internet e foi dar uma “stalkeada” no perfil de quem proferiu aquelas palavras violentas. Algumas vezes nos perguntamos: como uma pessoa assim pode ter amigos? Como pode ter família? Filhos? Que tipo de exemplo essa pessoa deve dar?

O que ocorre na verdade é que a maioria dessas pessoas se utiliza da falsa máscara de uma tela para expressar um comportamento que normalmente não expressaria na vida real. Como se as pessoas que lessem do outro lado não fossem seres humanos, e sim robôs.

       Essas pessoas precisam entender que precisam trazer a ética e a civilidade também para o meio digital, e o mais importante de tudo, educar e assegurar que as próximas gerações apresentem um ambiente digital mais saudável, que certamente refletirá no ambiente real.

Crianças, jovens e adultos, todos precisam entender que:

Debates nas redes sociais podem ser saudáveis se dentro deles houver o respeito de todos os participantes. Ninguém precisa concordar com uma ideia, seja ela em a relação a política, a um jogo, música, ou desempenho de um ator em determinado papel. Porém, devemos colocar nosso argumento sem procurar atacar e ofender as pessoas relacionadas ao fato que discordamos, e além de tudo, atitudes agressivas vão exterminar completamente as chances do outro ouvir nosso argumento.  Os ataques virtuais têm sim grandes impactos negativos, sobretudo na vida de quem é atacado, mas também na vida de quem ataca, pois quem emana o ódio certamente vive cercado dele.

Se seu filho usa redes sociais, procure acompanhá-las, e prestar atenção em suas interações

Muitos pré-adolescentes e adolescentes possuem redes sociais, mas infelizmente os pais não podem fornecer a imensa privacidade que eles querem. Observar o comportamento deles nas redes socais é fundamental para evitar consequências maiores atrás das telas.  Conversando com a coordenadora da escola dos meus filhos, ela me contou que uma vez observou as conversas dos alunos num grupo de whatsapp, e ficou chocada com as palavras agressivas digitadas por alguns alunos os quais ela jamais imaginava proferindo aquelas palavras, pois na sala de aula tinham perfis quietos e bom comportamento.

Identificar esses possíveis comentários agressivos dos adolescentes podem ajudar a identificar problemas como bullying e baixa auto-estima, e direcionar os pais a buscar ajuda profissional para lidar com o problema quando necessário.

Como sempre digo, a tecnologia veio para trazer muita coisa boa, e para facilitar nossa vida em muitas coisas, mas também muito mais trabalho para nós pais, devido a necessidade de constante monitoramento das atividades dos nossos filhos crianças/adolescentes na internet.

Internet não é terra de ninguém

Também deixe sempre claro para o seu filho que além da falta de ética e empatia com o próximo, comentários ofensivos e preconceituosos na internet podem culminar em consequências jurídicas, que podem por em risco todo o futuro deles. Portanto, usar a ética e o respeito na internet também são fundamentais para uma vida saudável.

Dar o exemplo é sempre o melhor ensinamento

Muitas vezes os filhos não acompanham os pais nas redes sociais e não têm ideia do tipo de comportamento que eles exercem na internet. Mas eles observam o comportamento dos pais no dia a dia, e em tempos de intolerância, é evidente que as crianças e adolescentes observam como os pais se comportam em relação às pessoas que pensam diferente deles, seja em relação à política, religião, costume, sexualidade, etc…  Também observam a maneira como os pais tratam pessoas desconhecidas, prestadores de serviços, atendentes, e como se comportam no trânsito.

Ensinar o filho a respeitar o outro se os próprios pais não respeitam as pessoas que pensam diferente deles, certamente não será um ensinamento eficaz. Portanto, cabe a nós a responsabilidade de nos empenharmos em educar e criar pessoas mais tolerantes para o futuro.

 

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3 comentários em “Eduque seu filho para que ele não seja um hater (nem internet nem na vida)

  1. Perfeito minha amiga.
    Em geral as pessoas “crescem” com o pseudo anonimato da tela… mas ai nao sabem se comportar na vida real ne?
    bjs
    Lele

  2. Se p nós, adultos, certos comentários nos fazem mal, imagine p as crianças.
    E se seu filho está sendo ofensivo na web, vai atrás pq tem auto-estima abalada aí!
    Né, não?
    Beijas

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