quarta-feira, 25 de maio de 2016

Distúrbios da tireoide em crianças e adolescentes (e a importância do breve diagnóstico e tratamento)


Nesta semana, de 23 a 29 maio, acontece a Semana Internacional da Tireoide, e estive num evento da Merck, que nos atentou sobre a importância do diagnóstico dos distúrbios da tireoide em crianças e adolescentes. Para quem não sabe, meu caçula tem hipotireoidismo adquirido, descoberto antes do diagnóstico de déficit do hormônio do crescimento (contei aqui neste post). Quando ele tinha 4 anos, nós buscamos um endocrinologista infantil pois além da baixa estatura comparada a outros de sua idade, eu também observava que ele era um menino meio apático, tinha pouco apetite, e suas unhas pareciam não crescerem nunca. Hoje já faz mais de 4 anos que ele toma as duas medicações (da tireoide e o hormônio do crescimento) diariamente, e não apresenta mais esses sintomas (tem até energia sobrando), e já alcançou a estatura normal para sua idade. 

Os distúrbios da tireoide são: o hipotireoidismo, quando a glândula da tireoide esta produzindo pouco hormônio, e o hipertireoidismo, quando a glândula da tireoide produz muitos hormônios e as funções do corpo tendem a acelerar. 

O Hipotireoidismo congênito: o ocorre em 1 a cada 2000-4000 bebês, pode causar debilidade leve, moderada ou severa na criança. É tratável e detectável através do teste do pezinho. 

Toda mãe tem o direito de que seu bebê faça o teste do pezinho e receba o resultado rapidamente. 

O Hipotireoidismo adquirido (tireoidite de Hashimoto): afeta 1 a 2% dos adolescentes no mundo. O sistema imunológico do corpo ataca a tireoide e interfere na produção de seus hormônios.

  O diagnóstico do hipotireoidismo é feito através de um exame de dosagem de TSH e T4 livre (e outros exames adicionais que podem ser solicitados pelo médico), e o tratamento é feito com a reposição do hormônio.

Principais sintomas do hipotireoidismo: sonolência excessiva, sono não reparador (lentidão, baixa concentração, esquecimento fácil), tristeza, lentidão, intestino preso, ressecamento da pele e cabelos, unhas fracas, frequência cardíaca baixa, ganho de peso inexplicável. O hipotireoidismo não tratado em crianças pode atrapalhar o crescimento e o rendimento escolar, e pode retardar o início da puberdade em adolescentes. 

Hipertireoidismo: é relativamente raro, ocorre entre 8 a 1.000.000 de crianças com menos de 15 anos e 1 a cada 1.000.000 em crianças com menos de 4 anos de idade. 

Principais sintomas do Hipertireoidismo: sonolência, irritabilidade, inquietude e falta de concentração (da criança na sala de aula, por exemplo), frequentemente emotivo e propenso a lágrimas, mãos trêmulas, apetite aumentado e perda de peso, diarreia, e em meninas os ciclos menstruais são fracos ou inexistentes. A causa mais comum de hipertireoidismo em crianças é a condição chamada doença de Graves, cujos sintomas adicionais são: inchaço no pescoço e olhos saltados. Também existem várias opções de tratamento para controlar os sintomas e tratar a causa primária
Caça as borboletas, companha da Semana da tireoide para reconhecer os sintomas em crianças

Como puderam observar, os sintomas dos distúrbios da tireoide são bem comuns a outras condições que podem não estar relacionadas a essas doenças que citei acima. 
Deste modo, o objetivo deste post não foi o de transmitir um conteúdo detalhado de diagnóstico e tratamento das mesmas (mesmo porque não sou um profissional médico), mas sim, de conscientizar as pessoas da importância do diagnóstico e tratamento das doenças da tireoide o mais cedo possível. Por exemplo, no hipotireoidismo adquirido, quanto mais cedo a criança fizer a reposição hormonal, mais chances terá de alcançar sua altura normal na curva de crescimento. Portanto, se você desconfiar que seu filho possa ter algum desses sintomas, comunique seu pediatra ou endocrinologista, certamente ele solicitará um exame de dosagem do TSH e T4 livre, para que se necessário, possa iniciar um tratamento e seu filho poderá crescer normalmente. Mais informações aqui e aqui.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Você está disposta a abrir mão do controle?

Há alguns dias assisti a palestra da Melinda Blau, no Seminário Mãe também é gente da revista Pais e Filhos. Sim, ela é a autora do bestseller A Encantadora de Bebês, que confesso não ter utilizado como guia quando meus meninos eram bebês.
Entretanto, sua fala desta vez foi voltada para as relações familiares, em torno dos preceitos de seu outro livro, A Encantadora de Famílias. Ela propõe que as relações com a família devem funcionar como uma cooperativa, onde todos, inclusive as crianças, tem responsabilidades nas tarefas e decisões na casa.
Esse conceito me pareceu instigante a ser mais desenvolvido em casa, principalmente agora que os meninos já estão com mais de 8 anos, já estão mais independentes e conscientes com seus compromissos, e penso diariamente que preciso delegar ainda mais responsabilidades na rotina da casa. Mas aí, ela veio com uma pergunta avassaladora que atingiu o ímpeto do meu ego

Você está disposta a abrir mão do controle?


Refleti sobre a pergunta e acabei me dando conta que embora eu desejasse muito a maior colaboração de todos aqui em casa, e mesmo diante da cordial disponibilidade deles para isso, por diversas vezes eu mesma acabei impedindo que isso acontece, indiretamente através desse apego ao comando de tudo (é o famoso “deixa que eu faço, pois faço melhor).
A renúncia ao controle poderia diminuir minhas frustrações em casa relativas a “guerra das tarefas,” como citou Melinda na palestra. Pois se alguém da casa deixou de realizar alguma função não estaria me desapontando, não estaria deixando de me fazer um favor, estaria descumprindo seu papel na administração da casa, como uma cooperativa. 
A autora coloca que a mãe não deve se comportar como a chefe da casa (nem nenhum outro membro da família), mas sim como uma guia, seguindo sempre os fundamentos desta sigla: REAL (responsabilidade, empatia, autenticidade, liderando com amor). 
Como uma cooperativa a família deve conversar e distribuir as responsabilidades entre todos. Permitir que o filho colabore é retirá-lo do status de “rei da casa”, e a mãe também abrir mão deste reinado, isso igualmente só fará bem a eles, pois eles são capazes de lidar com mais coisas do que imaginamos.
 Enfim, ainda não li o livro, mas me interessei pelo assunto e quero ler! Embora ache que todo método é falho, e que seguir manuais de vida não funcionem para todos, penso que alguns desses conceitos podem sim ser interessantes para melhorar a relação em casa, e criar filhos mais responsáveis para o futuro. Quero cada dia mais atribuir responsabilidades aos meninos aqui, e ir tentando abrir a mão um pouco dessa afeição ao controle de tudo... 

OBS: Muito obrigada a Lillo do Brasil pelo convite do Seminário, a Pompom pelo delicioso almoço, e a minha amiga Lelê pelo convite e companhia.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Clafoutis de morango e mirtilo


O Clafoutis é um doce da culinária da França, que consiste em frutas cozidas no forno, num creme de farinha, ovos, leite e açúcar. Tradicionalmente ele é feito com cerejas inteiras, mas você pode utilizar a fruta que quiser, que também fica uma delícia, e é bem fácil de fazer. Eu usei morangos e mirtilos (comprei eles congelados, pois aqui no Brasil é bem difícil encontrá-los frescos), mas quero fazer também com amoras, quando chegar a época da fruta. 
Receita: 
4 ovos 
100g de açúcar
100g de farinha de trigo 
1 pitada de sal + 1 colher de café de extrato de baunilha
240ml de leite
2 colheres de sopa de manteiga derretida 
1 colher de raspas de casca de limão 400g de frutas (usei morango e mirtilo)
Em uma tigela misture os ovos, o leite, a manteiga, o açúcar e o sal, com um batedor manual, vá incorporando a farinha lentamente, até ficar um creme homogêneo, e acrescente a baunilha e as raspas de limão. Reserve. Numa forma refratária untada de ~25cm de diâmetro, acomode as furtas lavadas e secas (se for pequena pode colocar inteira). Vá despejando todo creme até cobri-las. Asse em forno baixo pré aquecido por cerca de 40min. 
Aqui em casa todos adoraram, é uma delícia para a sobremesa ou para o café. Quem fizer depois me conta!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Pequenos cientistas 19: vulcão na maquete de lego

Primeiro gostaria de agradecer nossa amiguinha Clara L., que nos sugeriu esse experimento. A reação inicial utilizava a combinação vinagre+fermento, porém acabamos mudando porque ela não funcionou muito bem aqui, então usamos o mesmo princípio da pasta de dente de elefante
Primeiro os meninos montaram a maquete do vulcão com lego, formando uma pirâmide oca (tava procurando uma desculpa para lavar as pecinhas? Encontrou rs), mas você também pode fazer com argila ou isopor.

Num copo plástico colocamos uma mistura de água (meio copo) + uma colher de detergente de cozinha + 2 colheres de vinagre +1 colher de sopa de fermento em pó + 2 gotas de corante vermelho 2 gotas do amarelo (opcional). Misture e coloque o copo dentro do vulcão. Depois acrescente a água oxigenada e aguarde a “erupção”. O fermento vai agir como catalisador, removendo o oxigênio do peróxido de hidrogênio, formando muitas bolhas.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

7 Ideias para organizar e otimizar o espaço no quarto dos filhos

Aqui em casa os meninos dividem o quarto, e embora eu não seja lá assim tão organizada, as estratégias de organização são sempre benvindas para aproveitar melhor o espaço, tornar as coisas mais práticas, acessíveis e diminuir a bagunça. Além disso, acho que algumas delas são geniais e também deixam o espaço mais harmonioso, como essas que reuni para mostrar pra vocês:

1. Faça um quadro de avisos e atividades para cada criança: tem DIY do quadro de cortiça aqui no blog, o segundo é daqui.

2. Aproveite os espaços em baixo da cama ou mesa colocando cestos ou caixas plásticas com brinquedos, cadernos, etc... A gaveta lousa é daqui e os cestos daqui.

3. Guarde legos e mini brinquedos em saquinhos de plástico transparente e resistente, eles tendem a ocupar menos espaço dentro dos armários do que outros recipientes (daqui)

4. O espaço atrás da porta pode ser aproveitado com uma sapateira de plástico para guardar não só sapatos, mas também brinquedos (daqui)

5. Bolsões de tecido são uma boa para evitar aqueles papéis avulsos da escola espalhados pelo quarto. Esse primeiro de avião eu fiz pro quartos dos meninos e coloquei num varão de cortina, é bem útil por aqui (o segundo é daqui, e o terceiro daqui)

6. Aproveite um espaço na parede para fazer uma biblioteca com canaletas aqui em casa temos os livros arrumados em nichos, uma biblioteca assim seria uma boa para aproveitar mais espaço (daqui).

7. Pranchetas na parede não são uma ótima ideia para guardar os desenhos, tabelas e fotos?? (daqui e daqui)

Pequenas mudanças fazem toda diferença para ter um cômodo mais espaçoso e organizado, não é mesmo? Ainda quero fazer algumas delas aqui em casa, assim que fizer mostro pra vocês! 
Abraço e bom fim de semana!

terça-feira, 10 de maio de 2016

DIY Bolsinha simples de feltro (raposa)


Fiz essas bolsinhas de feltro para presentear minhas duas sobrinhas e quis compartilhar com vocês porque elas ficaram fofas e são muito fáceis de fazer, podem ser costurada a mão se você não tiver máquina de costura. Você precisa de feltro nas cores laranja, cinza, ou marrom para a pele da raposa e branco ou creme para os detalhes do rosto e orelhas, e também feltro preto para os olhos e nariz. Corte todas as partes seguindo este molde (fiz a mão, não reparem rs).
Costure as partes claras em uma das faces da bolsa, e também os olhos e nariz. Depois uma as duas abas e por dentro costure 70 cm de cordão preto para fazer a alça. Eu não coloquei fecho, deixei tipo sacolinha mesmo, mas se quiser pode coloquei um pedacinho de velcro fechá-la (aconselho colar se não quiser que apareça a costura na frente) É isso, bem simples, né? 
Abraço!

terça-feira, 3 de maio de 2016

10 situações que podem envergonhar nossos filhos (mas vamos continuar fazendo, sorry!)

Mãe é mãe, certo? Você já está cansada de conhecer esse lema milenar tão clichê, então por que não se servir dele para desfrutar do nosso direito de executar pequenas ações constrangedoras típicas da nossa natureza materna? Sim, nós podemos! Sorry, mundo! 

 1) Quando limpamos aquela sujeirinha da cara do filho com cuspe (o que é que tem?)
      

       2) Quando fazemos dancinhas na sala e cantar junto na abertura dos programas preferidos deles. 


      3) Quando fazemos chantagens sentimentais do tipo: “eu faço tudo pra você e você nem liga pra mim”

4) Quando torcemos exageradamente por nossos filhos em competições esportivas, berrando e gesticulando na arquibancada.

5)  Quando tentamos nos enturmar demais com os amigos deles

 6) Quando eles saem depressa querendo nos despistar na frente da escola e gritamos “Chuchu, mamãe te ama!” 
7) Quando opinamos com convicção sobre games e outros assuntos do universo deles que não entendemos nada.

8) Quando vamos acompanhá-los sempre em shows e lugares que eles achavam que iriam sozinhos...


     9)  Quando nos reunimos nas festinhas e confraternizações da escola para falar da vida deles.

    10) Quando andamos abraçados com eles no shopping (naquele momento que eles querem se achar crescidinhos e andar na frente (continuarei te abraçando assim pra sempre, tudo bem filho?)
Sim, esse post é praticamente uma continuação deste aqui! E pelos direitos das mães exercerem seus cliclês sem opressão dos filhos, eu voto sim!

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