Filho, nem tudo na vida é brincadeira

Eu sabia que precisar pronunciar essa frase doeria neles, mas nunca imaginei que também doeria em mim. Sabe por quê? Porque quando digo para eles que “nem tudo na vida é brincadeira”, isso igualmente acaba ecoando forte dentro de mim. Dizendo que a mãezinha legal, fofa e brincalhona precisa ser reduzida e agora mais do que nunca a mãezona hardcore precisa entrar em ação.

 Delegar responsabilidades aos filhos

Esse ano as demandas de atividades, tarefas e exigências da escola devem aumentar, principalmente para meu mais velho de 8 anos. Por isso a dedicação também precisa crescer, e as responsabilidades que ele precisa assumir se elevarão exponencialmente a cada dia.
Já logo no começo do ano já precisei dar uma ríspida consequência decorrente de pontos negativos que ele andava levando por não fazer todas as tarefas e esquecer materiais fora da mochila. Acabei tirando o horário do vídeo game que ele tanto adora… Mas sofri, viu? Banquei a durona, mas por dentro sofri. E é claro, oscilei naquele pensamento protecionista que me alfinetava: Será que a culpa não é um pouco minha? Eu deveria ter lembrado, conferido e checado tudo!  Mas precisa chegar o momento em que eles precisam assumir sozinhos seus deveres e responsabilidades, não é mesmo? E qual seria o momento correto? Postergar esse momento não seria causar mais dificuldades no futuro?
Mentiria para vocês que acho moleza essa atribuição total das responsabilidades aos filhos. Cobramos tudo deles como se fossem pessoas maduras e focadas, mas aí eles aparecem com perguntas lúdicas do tipo: “por que as estrelas não caem do céu?” Então caímos de um prédio de 20 andares num piscar de olhos e concluímos: caramba, ele ainda é uma criança
Segundo o conselho de uma professora, dedicar 60 minutos diários em casa as atividades da escola, seria suficiente para atender essa nova demanda. Tentaremos cumprir essa meta, eu fazendo minha parte para que eles possam exercer a deles.
Porém, jamais quero abrir mão do tempo deles para brincar e serem crianças. Continuaremos fazendo e compartilhando nossas arteirices/brincadeiras com vocês, talvez com menor frequência (ou não rs) …
E já que dizem que o ano começa agora (ou seria na segunda rs?), desejo que este seja produtivo e triunfante para nossos filhos, nunca abdicando o tempinho sagrado de brincar e ser criança, claro!

 

Vocês amigas que estão nessa mesma fase escolar dos filhos, como funcionam as coisas por aí?
Abraço!

10 comentários em “Filho, nem tudo na vida é brincadeira

  1. É, não é fácil mesmo. Com o menino por conta da correria deleguei pouco essa responsabilidade, e hoje vejo o impacto e estamos correndo atrás. Com as meninas tenho me policiado no impulso de resolver tudo pra elas, e quando elas esquecem algo, lembro-as da responsabilidade delas, por exemplo com o material, crachá, etc

  2. Cynthia, esses conflitos de mãe aparecem em cada nova fase, não é mesmo?! Aqui em casa o Arthur começou o 2° ano e não é mais brincadeira, ele tem lição de casa todos os dias. Vejo que ele gostaria de estar fazendo outras coisas, brincando e tal, mas tem a hora certa de fazer e pronto! Eu fico cheia de 'neuras" também, será muita pressão, será que vou traumatizá-lo, essas coisas, rsrs
    Mas minha terapeuta disse uma coisa muito sensata, ela disse que não devemos nos sentir culpadas por sermos boas mães, pois colheremos bons frutos no futuro e os pequenos também quando crescerem. Enfim, bons pais são pais chatos, que pegam no pé! Isso ajuda nas horas de culpa, hahaha
    Adorei o post,
    Bjs

  3. Maravilhoso esse texto!!! Parabéns.
    Não deve ser fácil não mesmo. Meu filho só começa a estudar no próximo ano, então essa fase está um pouco distante ainda… Mas sim, dá pra imaginar quão difícil deve ser para ambos. São fases da vida e tenho certeza que vocês vão passá-la com êxito.
    E quanto as postagens, como assim? Ficarei eu com saudades? Olhe que será difícil pra mim também rsrs espero que esse talvez seja só um talvez mesmo.
    Beijos, sorte e muita força pra vocês nessa etapa. ♥

  4. Lendo e aprendendo, que texto perfeito!
    A minha filha tem 8 anos e está no 4º ano, é a mais nova da sala, é imatura e tem dificuldade de concentração. Eu tbem gostaria de deixá-la com total responsabilidade sobre a tarefa, mas infelizmente ainda não dá, preciso ajudá-la, mesmo se for só para estar ali do lado fazendo companhia e ela faz o resto sozinha. As vezes tento, finjo que vou ali e ja volto e ela "viaja"… qdo chego e pergunto "pronto?" ela lembra que tem algo nada a ver pra me contar… "ai ai Juju primeiro a lição depois a diversão"…
    Ela faz aulas particulares com uma psico-pedagoga, que me tranquiliza dizendo que essa fase vai passar, que ela vai amadurecer, entender e conseguir fazer as coisas sozinhas, mas até lá minha dedicação é total, uma hora por dia, no quarto silencioso…

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