Mãe, por que você gritou?

Se existe uma coisa que me envergonho muito por fazer quando estou educando meus filhos é gritar. Me desgasta, me envergonha, me dá uma insatisfação enorme comigo mesma.

Outro dia, meu caçula virou pra mim e falou: mãe, por que você grita?

Essa pergunta doeu lá no fundo da alma, e por mais que eu tenha tentado explicar que eu grito porque repito muitas vezes a mesma coisa e eles me ignoram, isso não justifique e continua sendo feio e me enchendo de auto desgosto.

Tenho plena noção que, as mães gritam, assim como eu, porque estão cansadas de repetir, porque temos muitas coisas para fazer e a pressa em resolver aquela situação naquele momento tende a esgotar bruscamente nossa paciência.

Juro mil vezes que vou tentar me controlar, mas quando vejo a voz já começou a se alterar (como relatei neste post “Por que minha mãe vira o Darth Vader?”), a testa a franzir, a respiração a ofegar e o tom de voz já se propagou por toda vizinhança.

Além da vergonha da falta de auto controle, ainda existe aquela preocupação constante “Meu Deus, será que os vizinhos ouviram?” Mas se conseguimos nos controlar mais quando estamos em público por que não conseguimos estabelecer este mesmo equilíbrio entre quatro paredes?

Como tentar manter a paciência e não gritar

Infelizmente não tenho a fórmula secreta para fornecer a vocês, mesmo porque eu também adoraria tê-la em mente para aplicar em casa. Muitos utilizam-se de orações, mantras, exercícios de yoga, meditação e respiração para tentar estabilizar o equilíbrio das emoções no dia a dia. Mas acho que é razoável pensarmos que, se o grito acontece por que estamos cansados (as), e queremos revolver logo aquela situação, o melhor a fazer, talvez fosse deixar para resolver o conflito com a criança quando tivermos um bom tempo reservado para isso, um tempo considerável para respirarmos, explicarmos e repetirmos o quanto for preciso a mensagem que queremos passar, e nesse momento o “olho no olho” também é fundamental.

Já perdi as estribeiras e gritei, o que fazer agora?

Como eu disse para vocês, se eu conseguisse aplicar sempre tudo isso que falei aqui estaria com minha satisfação praticamente ganha, mas voltando ao início deste post, manter o tom de voz quando estou cobrando tarefas, ou chamando a atenção deles para algo é um ponto o qual tenho muita dificuldade.

Porém, se você gritou, volte depois e peça desculpas, explicando que essa não é a melhor forma de se passar uma mensagem. Explique os motivos que te levaram a tal coisa e tente um acordo de colaboração mútua para que isso não aconteça mais, afinal nós não queremos passar essa ideia para eles de que tudo pode ser resolvido no grito, não é mesmo?

E vocês, conseguem manter a calma e não gritar nas situações de conflito com as crianças? Compartilhem aqui suas experiências.

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