Mãe ou amiga? (dicas para aumentar a confiança dos filhos nos pais)

Com a chegada da pré-adolescência, as crianças vão apresentando pequenas mudanças de comportamento, se preparando para o período em que irão consolidar suas personalidades. Com tudo isso, eles passam a desejar uma coisa que nós mães tememos, e nunca sabemos ao certo a medida exata que devemos lhes oferecer: a privacidade. Querem fazer coisas sozinhos, guardar segredos, tomar suas próprias decisões e atitudes sem nos consultar (contei anteriormente como essa fase de pré-adolescência não têm sido muito fácil por aqui…)
Hoje em dia, a relação pais e filhos evoluiu muito, e diante do mundo em que vivemos sabemos que é preciso conversar bastante, saber o que pensam, os pequenos ou grandes problemas estão vivendo, o que andam ouvindo, vendo, aprendendo e vivenciando fora de casa. Mas como conquistar a confiança deles para nos contarem sobre suas dúvidas e conflitos?
 Bem, isso não é assim tão simples se pensarmos que eles costumam nos enxergar como aqueles que sempre vão contestar suas atitudes (mesmo que isso não aconteça de fato). E entendo que seja complicado para eles consolidar essa relação mãe/amiga ou pai/amigo, logo que às vezes lhes exigimos uma obediência que os coloca na condição de subordinados. Quem nunca soltou aquela frase: “Você não pode falar comigo como fala com seus coleguinhas, porque eu sou sua mãe e você tem que me respeitar”.Eu mesma me sirvo desta frase diversas vezes, e depois me questiono o quanto ela parece opressora e incoerente. Pois devemos ensinar sim o respeito a pai e mãe, e aos mais velhos, integrado aos princípios básicos de educação, assim como instruí-los a tratar os colegas com gentileza. Porém, precisamos tratá-los com gentileza também para que possam utilizar a referência para consolidar as instruções.
 
Então como fazer com que eles confiem nos pais para contar tudo o que contariam para um amigo ou não contariam para ninguém?
Como sempre digo, cada caso é um caso, e não acredito muito em receitas e manuais, mas gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas que comecei a praticar por aqui, para aumentar a confiança deles em mim e no pai:
 
Se aproxime dos amigos deles: chame-os para sua casa, convide-o para programas com a família, e procure saber o que pensam, quais os interesses deles, e isso vai te ajudar a direcionar as conversas com seu filho. (tá, na verdade eu estou propondo aquele lance da “tia legal”).
Façam coisas juntos: conforme a criança vai crescendo, vai ficando mais fácil encontrar um hobbie ou uma atividade de lazer que seja de interesse comum com os pais. Pokémon Go tem nos ajudado nesse quesito por aqui, mas ainda estamos combinando os horários para não atrapalhar na rotina e tarefas dos dois.
Critique o comportamento incorreto, e não a criança: devemos prestar sempre atenção na hora da bronca para não rotularmos. Por exemplo: “Fiquei decepcionada com este seu comportamento” ao invés de “você é assim, você sempre faz isso…”

 

É importante deixarmos claro que nós pais queremos ser seus amigos e queremos que nos contem tudo, porque somos as pessoas que mais os amam, e precisamos estar cientes dos acontecimentos para sabermos como guiarmos da melhor forma.  
Porém, nossa amizade e companheirismo devem caminhar em paralelo com seus deveres, obrigações, e cumprimentos às regras da casa. Eles precisam sempre nos respeitar como nós os respeitamos, lembrando que o bom exemplo é mais eficiente do que qualquer argumento.  A partir disto, fica mais fácil alcançar esse status que tanto desejamos: ser mãe e amiga (e pai e amigo também).

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